terça-feira, 13 de abril de 2010

Um exército de três de cores

por Tiago Santos

“... Ontem eu vi, eu vi orgulhoso, um time de guerreiros com farda preta, vermelha e branca em meio a uma batalha sangrenta, árdua, difícil de ser vencida contra um destemido front alvinegro, rígido e imperfurável, uma equipe que no qual aniquilava todos seus inimigos de forma devastadora liderados por um poderoso coronel camisa sete e que cabia a este comandar seus pupilos dentro das quatro linhas, deixando ao chão abatidos, grupos de mais diversas localidades do estado, mas nem tudo é cem por cento; Por outro lado, há o time da fé, feliz, vibrante, que solapava ultimamente seus adversários, após uma notória mudança de astral dentro do elenco, surtindo efeito não só no torneio estadual mas também quanto ao campeonato mais cobiçado das Américas, algo que fez nascer um sorriso de orelha a orelha do torcedor, dos “guerreiros das três cores”. Após cair contra quatro poderosos exércitos, os guerreiros tricolores não queriam desistir de forma alguma e foram atrás da sua garantia para a penúltima fase da guerra, a fase em que era necessário doar seu coração, suor e sangue para o bem de todos, e após essas batalhas vencidas, ainda havia um embate a ser prestado para seguir à ultima fase;

Ontem, eu vi! Onze de abril de dois mil e dez, exatamente as dezesseis horas em ponto, observei de longe o começo do que seria o que estava imaginando, um duelo de front’s totalmente inimaginável, soldados contra soldados em busca da glória, e no meu semblante um estado de preocupação profunda, uma vez que ainda restava um pingo de fé no fundo da minha alma, eu vi o começo desse embate, truncado, com carrinhos e chutões, afinal tudo tinha seu valor. Vi o céu escurecer quando o abatedor inimigo tentou cruzar, mirando seu companheiro para servi-lo, mas acabou que bateu no próprio homem do time da fé, enganando seu cão de guarda.

Vi o céu escurecer mais ainda quando o camisa de numero dezesseis veio tentar disputar um lance, mas creio eu que a irracionalidade do fiscal falou mais alto e o soldado deixou o campo mais cedo, tudo já ia se encaminhando para o pior; Minutos mais tarde mais um baixa para o time dos “guerreiros das três cores”, após uma assistência do “garoto prodígio” ao seu companheiro. Vi a calmaria tomando conta do campo de batalha, mais de 35 mil cidadãos desanimados, tudo estava arruinado, todos abatidos, sentimento de derrota.

Mas em mim, alguma guia mostrava que aquele exército tinha algo a mais para mostrar, imaginando que por ali passaram inúmeros comandantes, coronéis, tenentes, generais que mudaram a historia do exercito tricolor, tais como Pedro Rocha, Tele Santana, Jose Poy, Canhoteiro, donos de esquadrões extremamente fortes e que conseguiam dar a volta por cima, me indaguei: - Por que não este?.

E por amor a farda e patrimônio, ainda restava um grão esperança, o coronel resolveu alterar seu modo de combate, colocando seu guerreiro de bandoleira 23, no lugar de outro soldado isolado numero 9, para tentar surpreender seu inimigo, e vimos disso um raio de luz surgir sobre o céu negro, no momento em que minhas mãos suavam friamente, de nervosismo absoluto, eu não queria assim como ninguém queria se entregar, então vimos o maestro numero 10 dos “guerreiros de três cores” atirar contra o seu adversário, e diminuindo as baixas, desta vez tendo dois contra um;

Há de se perceber, como todo ser humano racional que disputa algo para ganhar, não gosta de estar atrás, o exército tricolor foi mais uma vez em frente com fibra, contra o poderoso front alvinegro, este que não tomou conhecimento suficiente de que estava enfrentando um poderosíssimo exercito de fé. Ali, um pequeno soldado intrépido, que se tornou gigante, cujo a sua bandoleira era 25, não se intimidou e partiu pra cima mesmo pré-abatido com sua boca sangrante; Após uma assistência clamorosa de seu companheiro, número 23, ficou igualado as baixas, dois para cada lado, deixando o exercito adversário exasperado e impaciente; E o “time de guerreiros das três cores” continuava a proporcionar o terror no núcleo adversário, com várias avarias, fazendo com que assim o combate ficasse mais disputado até o seu término;

Enfim, meu rosto suava e previa que após uma pressão continua, algo de ruim aconteceria talvez, e essa surpresa futura não era da melhor, após a reação do exercito dosguerreiros três cores”, entrementes um defensor de numero cinco, desta poderosa equipe tricolor pecou por duas vezes seguidas, na minha concepção, por proporcionar ao adversário um bombardeio aéreo, que infelizmente não teve jeito nem como segura-lo, e vosso cão de guarda falhou, infelizmente, e terminando assim a primeira batalha de dois round’s desta guerra tão temida por todos que acompanham o grupo.

E aqui vos digo, eu não perdi as esperanças assim como 35 mil admiradores não perderam também, e por esse time eu vou a guerra, caminharei junto e não desistirei se quer um segundo, só desabarei quando não tiver mais forças, é um exercito tricolor que amo incondicionalmente e orgulhosamente...”

E você, caro guerreiro tricolor, irá desistir dessa guerra?


Tiago Santos, o TykO, tem 17, estuda para ser um futuro advogado e jornalista esportivo, apaixonado por tecnologia e futebol, integrante do movimento “ Sou da Paz “ São Luis – MA, e da T.M.T (Torcida Maranhense Tricolor), tem como hobby estudar táticas futebolísticas e artes gráficas.

twitter.com/TykOz


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